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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

É proibido





 É proibido
Pablo Neruda

"Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.

É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,
Não transformar sonhos em realidade.

É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.

É proibido deixar os amigos
Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.

É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,
Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.

É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,
Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.

É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,
Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.

É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,
Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.

É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,
Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.

É proibido não buscar a felicidade,
Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual."

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Escrever

Escrever é para algumas pessoas quase como respirar. Uma necessidade.
Comigo acontece em surtos.
Uma idéia dominando a minha mente, uma simples vontade de desabafar. Você acaba jogando tudo isso em palavras, o mais rápido possível, antes que elas se percam dentro de você mesmo.
Não sei quem me ensinou isso. Acho que já nasci programada. Veio incutido em mim o gene das palavras.
Gosto de falar, e nem precisa ser para os outros. Na grande maioria, falo comigo mesma, quase todo o tempo. Desde muito tempo atrás. Meu primeiro diário foi com 10 anos. E nele, já se via toda a alma pessimista e adoradora Romântica. Cresci. Mudei de estilo. Todavia, as palavras ainda me vêm, as vontades ainda são muitas.
O mundo das palavras é algo completamente particular. Ele encanta, diverte, comove, te faz rir. Tocar alguém com palavras é quase uma dádiva. Poucas pessoas têm de verdade esse dom. Grandes mestres da língua potuguesa.
Quem toca o outro com palavras tem um dos maiores poder deste mundo:o convencimento. Basta saber usá-lo.
Se alguém por aí interpretar qualquer pontada de narcisismo,não se engane. Minha timidez me impediu muito e me impede até hoje de evoluir com meus textos. Durante muito tempo, escondi-os naquela caixinha do armário.
Nem de longe quero me comparar aos grandes Mestres. Escrevo para mim. Para acalmar minha alma.
Para até descobrir quem eu sou.
Por isso, não recrimine quem escreve.
As palavras são em diversas circunstâncias são uma fuga, um grito do eu.
É sempre bom tentar compreender alguém que grita.
No fundo, ele quer ser ouvido.